Sem clubes brasileiros na disputa, o Mundial de Clubes deste ano conta com uma “novidade”: o Al Ahli disputa a competição como convidado.
Este formato acontece novamente após 9 anos.
Caso não se recordem, um convidado disputou o Mundial de Clubes de 2000(Corinthians).
Nunca escondi que discordo da participação de um clube convidado no Mundial de Clubes. É diferente da Copa, cujo país onde é realizada tem apenas uma seleção, claro. No caso do Mundial de Clubes, são vários os clubes do país e seu campeão nacional pode, na maioria das vezes, ter nível muito inferior aos demais participantes, campeões continentais.
Curiosamente, um clube voltou a ser convidado no mesmo momento em que a competição é disputada nos Emirados Árabes. Curiosamente, a idéia inicial era sempre ser disputado no Japão, sede do realizador da competição, a Toyota, e vai ser disputado por dois anos(à princípio) nos Emirados Árabes para então voltar ao Japão. Nada me tira da cabeça que os motivos da mudança de país para a realização da competição, assim como a participação de um clube local como convidado, se deve ao “investimento” dos sheiks. Penso que para haver justiça na participação de um clube convidado, esta competição deveria ser realizada cada ano em um país diferente.
Enfim. O Al Ahli foi para a competição e ontem perdeu por 2×0 para o americano Auckland City, com gols de Adam Dickinson e Chad Coombes. A equipe americana enfrenta agora o Atlante do México e o vencedor enfrentará o Barcelona na semifinal.
Hoje não há jogos. Amanhã, o campeão africano Mazembe(R. D. do Congo) enfrenta o campeão asiático Pohang Steelers(Coréia do Sul). O vencedor enfrenta no dia 15/12 o Estudiantes de La Plata.
Não acredito que haverá novidades este ano. O campeão da Europa deverá enfrentar o campeão Sul-americano na final. Na pior das hipóteses, os argentinos do Estudiantes poderão ter uma certa dificuldade se enfrentarem o Mazembe na semi, mas vence. Digo isso pelo estilo do futebol de ambas as equipes.
Acho que mesmo com a ausência de um clube brasileiro na competição, a mídia poderia dar mais destaque, afinal, é uma competição mundial.
Abs
Dan Almeida
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